Vinhos

Localizada no primeiro andar do nosso complexo gastronômico, a adega de vinhos do Eataly é a maior da América Latina quando o assunto são vinhos italianos. Por lá apresentamos mais de 1200 garrafas selecionadas, que compramos cuidadosamente das 20 regiões da Itália. 

 

Explore uma seleção de nossos produtores favoritos, descubra as recomendações de nossos especialistas certificados que estão prontos para te atender e escolha com sabedoria a garrafa perfeita para a sua próxima refeição! Afinaluma taça de vinho carregada de boas histórias merece uma atenção especial, não é? 

 

Confira abaixo algumas dessas histórias protagonizadas pelos nossos produtos icônicos. 

 

Vinho Barolo 

Conhecido mundialmente como “o rei dos vinhos” italianos, o Barolo é um vinho atemporal produzido em 11 diferentes regiões do Piemonte, onde também estão as plantações de Nebbiolo – uva com a qual é produzido. A combinação única entre solo e clima local traz para essa bebida o sabor único e encorpado, com alto grau de acidez. 

Embora a uva Nebbiolo tenha uma história antiga, a palavra “Barolo” não começou a aparecer nos rótulos até meados do século 19, na mesma época em que as garrafas de vidro foram introduzidas na região (antes disso, era um vinho apenas em barril). 

As regiões produtoras de Barolo foram algumas das primeiras a receberem o selo de Denominação de Origem Controlada e Garantida (D.O.C.G.) na Itália, e hoje garantem que o vinho envelheça por no mínimo três anos em barricas de carvalho. Por ser um vinho mais encorpado, ele combina bem com pratos mais pesados e com sabores marcantes como massas com ragú, carnes e trufas. 

Vinho Chianti

Você sabe qual vinho é famoso por ter “um gosto de Itália”? 

Conhecido desta forma por conta de sua tipicidade, o Chianti é um tipo de vinho tinto fabricado na região da Toscana, na Itália, mais precisamente em Siena e Florença. Trata-se de um tinto seco com notas frutadas, sobretudo de cereja, que se diferencia por sua leveza. Justamente por essa característica, o vinho Chianti é fácil de ser harmonizado com pratos mais delicados. 

O Chianti não é exatamente um vinho de guarda, mas pode manter suas características por longos anos desde que bem armazenado. Seu nome não deriva de nenhuma uva, e sim de uma região. Os rótulos de Chianti possuem uma mistura de uvas e, nessa mistura, a Sangiovese é a principal. 

Vinho Primitivo

O vinho Primitivo é um dos rótulos mais celebrados da região de Puglia, no sul da Itália. 

Os vinhos feitos com a uva Primitivo são tradicionalmente bebidas perfumadas e encorpadas. É o tipo de vinho perfeito para quem prefere uma bebida concentrada, com forte sabor frutado e taninos leves. 

A Primitivo é uma das primeiras uvas a amadurecer nos vinhedos, e essa característica é refletida em seu nome (primeiro a amadurecer). Se demorarem a serem colhidas podem afetar negativamente algumas características do vinho, como sua acidez. 

Por serem equilibrados, sua harmonização é uma tarefa fácil. Ficam ótimos com carnes vermelhas, pizzas e massas. 

Vinho Amarone

O vinho Amarone é conhecido e apreciado em todo o mundo, mas alguns dizem que ele foi criado sem querer, até mesmo por um erro. E que erro bom, hein? 

Há mais ou menos 70 anos atrás, em uma determinada vinícola, produziam o vinho Recioto, que é um vinho de sobremesa doce, feito com uvas como Corvina, Corvinone, Rondinella, Oseleta e Negrara.  Essas uvas são colhidas manualmente e dispostas de uma forma que possam secar. Esse procedimento conhecido como “apassimento” faz com que as uvas percam a sua água, obtendo assim uma maior concentração de açúcar. 

A colheita acontece em setembro, as uvas ficam “secando” até janeiro, depois são prensadas, para que possam iniciar o seu processo de fermentação.  Para que o vinho tenha uma alta concentração de açúcar, a sua fermentação é interrompida antes que as leveduras transformem o açúcar em álcool. 

O que aconteceu foi que alguém esqueceu de esvaziar um determinado barril onde fermentava uma quantidade do vinho Recioto. O responsável pela cantina, que nesse caso seria o enólogo, ao experimentar o vinho desse determinado barripercebeu que ele tinha se tornado um vinho seco, ou seja, fermentou muito mais do que deveria (quanto mais tempo um vinho fermenta, mais as leveduras transformam o açúcar em álcool). 

O vinho não tinha mais sua característica doce, adquiriu um gosto amargo, mas que tinha realmente agradado ao enólogo. Ele, por sua vez, batizou esse vinho com o nome de “Amarone”, exatamente por sentir certo “amargor” no vinho (amargo em italiano significa amaro). 

Harmonização: Carnes vermelha, carnes de caça e queijos fortes. 

Vinho Brunello

A cidade italiana de Montalcino, na província de Siena, é mundialmente conhecida por causa do vinho Brunello, que move a maior parte da economia da região.  

Os Brunellos são fabricados com a uva Sangiovese Grosso. São encorpados, com tons terrosos, elegantes e persistentes. Quando mais novo, ele tem um sabor mais refrescante – já quando envelhecido, tem notas de chocolate e balsâmico. É um excelente vinho para tomar no inverno e também para pratos mais pesados como Bistecca à Fiorentina, massas com ragú e queijo Pecorino Romano. 

Vinho Pinot Grigio

Estabelecido como Denominazione di Origine Controllata (DOC) em 1975, Alto Adige é o lar da uva  Pinot Grigio. Os vinhos desta região tendem a ter um corpo leve, aromas cítricos proeminentes e combinam muito bem com uma variedade de pratos. Pinot Grigio significa cinza em italiano. O que é adequado porque esse irmão de Pinot Noir e Pinot Blanc não é branco nem preto, mas tem uma cor de pele mais cinza-rosada. Enquanto a uva não possui pigmento suficiente para produzir um tinto, quando deixada na casca por tempo suficiente, um vinho rosa pálido pode ser o resultado.